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Soneto de autoria de Domingos José Martins
Domingos José Martins é o patrono da Cadeira 14 da Academia Espirito-Santense de Letras. De sua autoria conhece-se um soneto que, para o historiador Norbertino Bahiense, é "um hino à Pátria e à jovem amada, a quem Domingos Martins se ligou pelos laços matrimoniais, poucos dias antes de seu fuzilamento."*
Meus ternos pensamentos, que sagrados Me fostes quase a par da Liberdade; Em vós não tem poder a iniquidade À Esposa voai, narrai meus fados.
Dizei-lhe, que nos transes apertados, Ao passar desta vida à Eternidade, Ela dalma reinava na metade E com a pátria partia-lhe os cuidados.
A Pátria foi o meu Nume primeiro A Esposa depois o mais querido Objeto do desvelo verdadeiro.
E, na morte, entre ambos repartido Será de uma o suspiro derradeiro, O da outra há de ser final gemido.
*Cf. BAHIENSE, Norbertino dos Santos. Domingos José Martins e a Revolução Pernambucana de 1817. 2.ª ed. Belo Horizonte: Littera Maciel, 1974
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